15.5.12

não me mates

apetece-me chorar. hoje escrevo a letra em minúscula porque é assim que me sinto: tão pequena como um grão de areia, arrebatada pelo grande mar que me cai em cascata.
odeio a escuridão, odeio as paredes. estas fazem-me rir da minha dor.
odeio-as e odeio-me.

gato preto sai da minha vida e deixa a sorte entrar. se não, mata-me de uma vez azar... pois sempre que parece haver uma pessoa que me faz aguentar a tua presença em cada breve sopro de ar que me faz bater o coração, ela me abandona. sem prévio aviso; sem um aperto de mão que ainda me faça sentir o seu calor pela manhã.
não, não me mates. eu hei de dormir eternamente. 

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