- Já olhaste para este infinito? Apetece-me saltar! O ar ir-me-ia cortar a respiração não é verdade? Ou talvez fosse da adrenalina... não sei. Quem quer saber?! - Os meus olhos cintilavam.
O medo era algo que não me tocava tal como a curiosidade. Impressionante, eu adorava falar do tempo mas ele atropelava-me de cada vez que me dignava a admirá-lo. O meu riso ecoava no fundo do mar, no céu que parecia tocar no meu cabelo levemente.
Tu estavas em tudo. E estavas porque te odiava e te amava. Já to explicara, talvez até bem demais, que esses sentimentos eram pequenas fases de lua. Aquele vazio também era por tua causa. Não apenas o que me abraçava os pés como também o que me esganava o coração.
Imaginei, enquanto me atirava para aquele denso azul, que me dirias algo assim: "pffff, fraquinha". Eu rir-me-ia naquele momento. Estúpido é eu pensar...
Já não penso, nem sei quem tu és. Sou feliz, ando de mãos dadas com a escuridão.
Já não penso, nem sei quem tu és. Sou feliz, ando de mãos dadas com a escuridão.

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