Hoje limito-me a isto: palavras sem sentido.
Hoje, embriaguei-me na escuridão: perdi-me no meio da confusão.
Persegui o teu perfume, mas fui presa ao negrume.
Negrume que se estende no teu olhar, se estende e mergulha no mar.
Mar não se faz rio, contudo, sempre se torna fio
De medo e receio, coleciono destes, pois de ti eu tenho
Limite de palavras, não há espaço para essas armas
Feitas de letras que te atacam, no meio da noite te amarram
À cama do meu amor, à cabeceira do que posso chamar dor.
Olha-me nos olhos, olhos doces, olhos de mel.
Beija-me os lábios, lábios amargos que com eles falece
Ao que hoje me limito, às palavras sem sentido.

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