12.2.12

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O mar estendia-se nos teus cabelos como ondas calmas em que os meus dedos mergulhavam. Sem pressas o teu céu dourado passava pelas minhas nuvens vazias. Perdia-me nos horizontes plantados, encostada ao teu amor, abraçada pela paz de um beijo esquecido. Planeava a colheita e vigiava-a com paixão, como o vento se embrenhava nos doces sentimentos da primavera. Questionei a natureza da tua maneira de ser, procurei saber de onde vinham essas breves brisas que, no entanto, acabavam em tempestade e acalmavam na cama. Enrolados por um cobertor de sensações e prazeres, não tentando saber qual era o tesouro que cada um guardava para nos saborear-mos tanto com simples piares de pássaros.
Escondi-me na escuridão, o silêncio fez-se minha dolorosa companhia enquanto o doce som do teu sorriso continua a ecoar na cabeça... como as teclas de um piano numa sala vazia.

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