11.2.12

3. poem


Monstros prendem-me à cama.
Ao calor que nela jaz.
Enquanto o frio na rua proclama
O que com um sorriso faz: 

Congela as flores, 
Tirando-lhes a cor.
Promete o sabor
Que não o da dor.

No entanto, tudo escurece 
No silêncio se esquece
A metade de alguém
Que facilmente
Torna a outra metade em ninguém.

Porém, a morte também entra nesta dança
Que não dorme mas não se cansa. 
Embrenhada no lençol do tempo
Apanha um alma que logo lhe diz
Porque me deste uma morte tão infeliz?

E tudo se resume à flor que murchou,
Ao frio que se impunha.
Enquanto a madrugada se mostrou
Tão severa quanto crua.

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