Agarrei-me a ele. Chorei.
A minha alma chorou o medo, a saudade, a distância. Molhei-lhe a camisa e ele apenas limpou-me as lágrimas. Em vez de me nascer um sorriso nos lábios, os seus colaram-se aos meus. Entreguei-lhe tudo: a mágoa, a paixão; os dias em que me tinha deixado sem palavras, as noites em que ele me inundava a mente sem esta querer adormecer.
Acho que ainda só me mantinha em pé devido aos seus braços, que me prendiam ao seu corpo pela cintura. Ouvi-o sussurrar algo. Talvez fosse uma confissão, um desejo, um pedido. Só sei que no momento seguinte, me perdia no seu calor e quando voltei a abrir os olhos, o vazio era a companhia da minha manhã gelada.

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