Vou-me rir no final deste texto, tenho a certeza mas enfim.
Adoro o cheiro do mar, usar roupas largas e tennis velhos. Os meus pés assentam muito melhor no chão quando descalços e, para mim, a minha voz nunca desafina. O piar dos pássaros é irritante ao nascer do dia; questiono-me sempre se o mundo é demasiado barulhento ou se sou eu que vivo no silêncio até abrir as portas para a realidade passar.
Às vezes começo a odiar certas músicas porque a letra se torna um espelho do que pretendo fugir, contudo, nunca as deixo de ouvir; transformam-se em pequenos armazéns de memórias. Todas estas são vendidas... até que encontro a sem preço, sem valor, sem custo. Não é difícil imaginar o que lhe faço: depois de horas a planear uma maneira de a queimar, a cortar, a deitar fora... deixo-a por ali. Abandonada. Tal e qual como me faz sentir a cada fio de ar que vai entrando fazendo o meu coração bater.
Adoro rir. Rir é a solução para todos os problemas. Rir de mim, rir do mundo, rir dos próprios problemas. Rir. Rir. Rir.
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