E na minha memória cabe o mar
As ondas e os rochedos.
Cabe o Sol e o amar,
A maré e os medos.
Onde Marte andou eu saberei contar.
Por quantos Vénus se apaixonou,
Quantos por ela se deixaram encantar...
E no entanto, aqui estou...
Perguntando como em memórias navego.
Porque tantos temores eu carrego.
E no final, tudo é receio, nada é real.
Um pouco de mim nasce e o resto permanece igual:
Vazio, sem sentido, mais um peso na Terra.
Impressionante é pensar... quantos iguais a mim
Vivem desta atmosfera.

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