2.3.12

amar-te.


Agora estava a ouvir a Avril, sabes que me lembro sempre de ti quando a ouço. Lembrei-me especificamente do nosso último beijo misturado com lágrimas, do nosso primeiro que foi uma explosão de sorrisos, da tua mão na minha enquanto me olhavas nos olhos, dos teus raios verdes gulosos que se afastavam do meu corpo quando querendo admirá-lo. 
Lembrei-me da felicidade que me percorria quando me abraçavas, me pegavas ao colo e se colavam os nosso lábios. Vivi novamente, na memória, o que era saborear a tua pele macia depois do banho, dançar contigo ao som do silêncio e adormecer de olhos abertos quando a tua cama nos estendia os braços. Segurei atentamente a recordação que era as borboletas na barriga de cada vez que sorrias. 
Devo dizer qualquer coisa pois sentimentos são uma mistura de azares e sofrimentos. Podia ter feito de outra maneira, se tudo não passasse de um momento de algarismos e palavras. Lamento sim: o mar que se impôs, a distância a que submeteste, o desprezo que sabes que me magoa e o nosso amor, que nada mais é que um livro meio aberto, meio fechado; à espera que eu o abra, abrace e recomece a escrever.

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