19.12.13
fácil?
Não sou uma pessoa fácil. Fácil de aturar, fácil de ouvir, fácil de acompanhar, fácil sequer de amar. Mas há quem ame (quem me surpreenda por esse sentimento tão inútil, tão abstrato que até resolve ferir-me). Há quem dê voltas nesta vida tão só, vazia, sem sentido (mesmo que o tivesse, nem seria direto nem retrógrado, nem coisa que o valha - porque também não vale muito). Há quem ainda me tente compreender, quem me dê a mão e diz "fala comigo"... como se falar para mim fosse algo que já devia saber fazer - não sei. E por isso, que parece tão pouco e ao mesmo tempo bate-me demasiadas vezes à porta como motivo das minhas insónias, eu não sou uma pessoa fácil. Porque mesmo quando eu aceito que a tal pessoa - que tem um sorriso engraçado e ainda provoca o meu - se chegue perto, perto o suficiente para até tocar no meu coração, eu volto a empurrá-la de volta para o seu lugar (longe de mim, tão longe que o dia fica escuro e frio).
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