31.12.12

até para o ano

Olá 2012,
há muitas coisas que te tenho para dizer. E eu nem sei organizar os meus pensamentos... por isso vamos por etapas, pode ser? Espero que não te percas.
Obrigada... pelas pessoas que conheci, por muito daquilo que senti, pelos sítios a que fui, pelos sorrisos que criei e que esbocei, pelos desenhos que mal desenhei, pelo que escrevi, pelas fotos que tirei, pelos longos dias de sol, pelas noites congeladas cheias de estrelas, pelas loucuras, pelas músicas que ouvi, pelos livros que li, por aquilo que aprendi, pelos passos certos que dei, pelos passos errados que não pensei, pelas vezes que mergulhei, pelos mares que conheci, pelos erros que cometi, pelas lágrimas que derramei, pelas forças que me deste, pelas sensações vazias, doidas, calculadas, inconscientes.
Obrigada.

Desculpa... por tudo que não pude fazer, pelas indecisões, pelo ódio, pelas palavras mal ditas e dirigidas, pelo esforço que não compensou, pelas desculpas, pelos vernizes partidos, pelas promessas que não foram cumpridas, pelos choros incontroláveis, pelos olhos fechados, por ignorar a mudança, pelos telefonemas perdidos, pelas estaladas que não levei, pela água fria que tiveste de derramar sobre mim, por quem esperou por mim, pelas mentiras, pela insegurança, pelas confusões, pelos banhos demorados, pelas intenções mal intencionadas, pelos impulsos que me levaram a tudo isto.
Desculpa.

Tu foste um ano rápido, que me deu liberdade para viver. Agora, que sinto 2013 a bater à porta, a gritar para entrar, tenho de te confessar: espero deixar muita coisa para trás quando o "3, 2, 1" terminar e se abrir o champanhe; espero que aquilo que não mudei, comece a mudar quando acordar dia 1... não, não peço para esquecer; peço para que os sonhos parem de se tornar tão pesados, tão culpados. Peço para que aos meus olhos, eu não seja má, cruel e louca. Peço para me ajudarem a lembrar-me que eu não sou a pessoa que fui, mas quem me olha todos os dias ao espelho: sempre com o mesmo rosto mas completamente refeita por dentro.

Adeus 2012, prometo lembrar-me de ti... sem pena,
Elisabete.

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