25.7.12

Morro como adormeço, Renasço como acordo.

Acordei pensando e pensando me deitei novamente.
Os dedos dos pés tão quente e dormentes
Deixavam a impressão que me perdera
No teu mar salgado, comendo uma pêra.

O caroço permaneceu ondulando 
Nas tuas ondas inconstantes, procurando
E percebendo que nada se fica pelo 
Sensato e verdadeiro, mas pelo Belo.


Belas são mesmo as horas passadas 
E deitadas foras, assanhadas 
Que no vento se deitam, se apaixonam 
Dizendo que nem a fé perdoam.

Acordei chorando e chorando me voltei a deitar.
Perguntando silenciosamente, quando é que ia acabar
O episódio de terror dos meus fantasmas
Acusando-se e condenando-se entre si,
Deixando a própria morte pasma.

Sem comentários:

Enviar um comentário